terça-feira, 30 de novembro de 2010

COMO O PSDB RECUOU DO IMPEACHMENT EM 2005


LULA MANDOU AVISAR:
'ELES NÃO SABEM O QUE VAI ACONTECER NESTE PAÍS'

"...Este país já tinha criado as condições para o Getúlio Vargas se matar, este país já tinha ameaçado não deixar Juscelino competir (...) Depois, este país cassou o João Goulart. Eu falei: o que eles vão aprontar comigo? E eles tentaram, em 2005, eles tentaram, em 2005. Só que eles não sabiam que, pela primeira vez, este país tinha eleito um presidente que era a encarnação do povo lá em Brasília.... E, aí, nós fomos para a rua e eles perceberam ... Eu lembro de uma vez que o Sarney foi conversar comigo, eu falei: “Presidente Sarney, eu só quero que o senhor diga lá dentro, para os senadores, o seguinte: se eles tentarem dar um passo além da institucionalidade, eles não sabem o que vai acontecer neste país. Este país teve presidente que foi embora, este país teve presidente que se matou, este país teve presidente que foi cassado e saiu do Palácio. Eu, eles vão saber que eu sou diferente. Eles vão saber, eles vão saber, eles vão saber que não é o Lula que está na Presidência, eles vão saber que a classe trabalhadora brasileira é que chegou à Presidência da República..." (Presidente Lula, em discurso no Maranhã; 01-12)

A raiva mal dirigida nos EUA


Por Noam Chomsky

Nunca havia testemunhado tamanho grau de irritação, desconfiança e desencanto como o que presenciamos nos Estados Unidos por ocasião das eleições de metade de mandato. Desde que os democratas chegaram ao poder, estão tendo que lidar com nosso monumental incômodo pela situação social, econômica e política do país. Em uma pesquisa da empresa Rasmussen Records, realizada em outubro, mais da metade da cidadania americana assegura ver com bons olhos o movimento Tea Party: esse é o espírito do desencanto.

Os motivos de queixa são legítimos. Nos últimos 30 anos, os salários reais da maioria da população estancaram ou diminuíram, enquanto que a insegurança trabalhista e a carga de trabalho seguiram aumentando, do mesmo modo que a dívida. Acumulou-se riqueza, mas só em alguns bolsos, provocando desigualdades sem precedente.

Estas são as consequências derivadas da financeirização da economia, que vem se desenvolvendo desde os anos 70, e do correspondente abandono da produção doméstica. Recordando esse processo: a mania da desregulamentação defendida por Wall Street e apoiada por economistas fascinados pelos mitos da eficiência do mercado.

O público adverte que os banqueiros, responsáveis em boa parte pela crise financeira e que tiveram que ser salvos da bancarrota, estão desfrutando de lucros recordes e suculentas bonificações, enquanto os índices do desemprego continuam em torno de 10%. A indústria encontra-se em níveis similares aos da Grande Depressão: um de cada seis trabalhadores está desempregado, e o cenário indica que os bons empregos não vão voltar.

O povo, com razão, quer respostas e ninguém as dá, com exceção de umas poucas vozes que contam histórias com certa coerência interna: desde que se suspenda a incredulidade e se adentre em seu mundo de disparate e engano.

Mas ridicularizar as travessuras do Tea Party não é o mais acertado. Seria muito mais apropriado tentar compreender o que sustenta o encanto desse movimento popular e nos perguntar por que uma série de pessoas irritadas estão sendo mobilizadas pela extrema direita e não pelo tipo de ativismo construtivo que surgiu nos tempos da Depressão (como, por exemplo, o Congresso das Organizações Industriais, CIO).

Neste momento, o que os simpatizantes do Tea Party ouvem é que todas instituições (governo, corporações e corpos profissionais) estão apodrecidas e que nada funciona. Entre o desemprego e outros inúmeros problemas, os democratas não têm tempo para denunciar as políticas que conduziram ao desastre. Pode ser que o presidente Ronald Reagan e seus sucessores republicanos tenham sido os grandes culpados, mas essas políticas iniciaram já com o presidente Jimmy Carter e se intensificaram com o presidente Bill Clinton. Durante as eleições presidenciais, entre o eleitorado principal de Barack Obama estavam as instituições financeiras, que afiançaram sua primazia sobre nas últimas décadas.

Aquele radical incorrigível do século XVIII, Adam Smith, referindo-se a Inglaterra, diria que os principais arquitetos do poder eram os donos da sociedade (naqueles dias, os mercadores e industriais), e estes se asseguravam que as políticas do governo se ativessem religiosamente a seus interesses, por mais penoso que fosse o impacto sobre a população inglesa, ou pior, sobre as vítimas da “selvagem injustiça dos europeus” em outros países.

Uma versão mais moderna e sofisticada da máxima de Smith é a teoria do investimento em partidos políticos, do economista político Thomas Ferguson, que considera as eleições como eventos nos quais grupos de investidores se unem para poder controlar o Estado, selecionando para isso os arquitetos daquelas políticas que atendem aos seus interesses.

A teoria de Ferguson é útil para antecipar as estratégias políticas para longos períodos de tempo. Isso não é nenhuma surpresa. As concentrações de poder econômico procurarão de maneira natural estender sua influência sobre qualquer processo político. O que ocorre é que, nos Estados Unidos, essa dinâmica é extrema.

E ainda assim pode-se argumentar que os desperdícios empresariais têm uma defesa válida frente às acusações de avareza e desprezo pelo bem comum. Sua tarefa é maximizar os lucros e o “bem-estar” do mercado. De fato, esse é seu dever legal. Se não cumprissem essa obrigação, seriam substituídos por alguém que o fizesse. Também ignoram o risco sistemático: a possibilidade que suas transações prejudiquem a economia em seu conjunto. Esse tipo de externalidade não é de sua incumbência, e não é por que sejam más pessoas, mas sim por razões de tipo institucional.

Quando a bolha estoura, os que correram os riscos correm para o refúgio do Estado. As operações de resgate, uma espécie de apólice de seguro governamental, constituem um dos perversos incentivos que magnificam as ineficiências do mercado.

Cada vez está mais ampliada a ideia de que nosso sistema financeiro percorre um ciclo catastrófico, escreveram, em janeiro deste ano, os economistas Peter Boone e Simon Johnson, no Financial Times. Toda vez que ele sucumbe, confiamos que seja resgatado por políticas fiscais e dinheiro fácil. Esse tipo de reação mostra ao setor financeiro que ele pode fazer grandes apostas, pelas quais será generosamente recompensado, sem ter que se preocupar com os custos que possa vir a ocasionar, porque será o contribuinte quem acabará pagando por meio de resgates e outros mecanismos. E, como consequência, o sistema financeiro ressuscita outra vez, para apostar de novo e voltar a cair.

O dia do juízo final é uma metáfora que também se aplica fora do mundo financeiro. O Instituto do Petróleo Americano, respaldado pela Câmara de Comércio e outros grupos de pressão, intensificou seus esforços para persuadir o público a abandonar sua preocupação com o aquecimento global provocado pelo homem e, segundo mostram as pesquisas, obteve bastante êxito nesta tarefa. Entre os candidatos republicanos ao Congresso nas eleições de 2010, praticamente todo mundo rechaça a ideia de aquecimento global.

Os executivos responsáveis pela propaganda sabem de sobra que o aquecimento global é verídico e nosso futuro incerto. Mas o destino das espécies é uma externalidade que os executivos têm que ignorar, pois o que se impõe é o sistema de mercado. E o público não poderá sair em operação de resgate quando finalmente se confirme o pior dos cenários possíveis.

Tomando emprestadas as palavras de Fritz Stern, o famoso estudioso da história alemã: tenho idade suficiente para lembrar-me daqueles dias ameaçadores nos quais os alemães despencaram da decência para a barbárie nazista. Em um artigo de 2005, Stern indica que tem o futuro dos EUA em mente quando repassa um processo histórico no qual o ressentimento contra um mundo secular desencantado encontrará a liberação no êxtase da fuga da razão.

O mundo é demasiado complexo para que a história se repita, mas de todo modo há lições que devem ser relembradas quando verificamos as consequências de outro ciclo eleitoral. Não é pequena a tarefa diante de quem deseje apresentar-se como uma alternativa à indignação e à fúria enlouquecida, ajudando a organizar os não poucos descontentes e sabendo liderar o caminho para um futuro mais próspero.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ARMAS SILENCIOSAS PARA GUERRAS TRANQÜILAS



O seguinte documento, datado de maio de 1979, foi encontrado em 7 de julho de 1986 em uma impressora IBM que tinha sido comprada em um brechó.

Segurança, Introdução História, Introdução Política, Energia, Introdução Descritiva das Armas Silenciosas, Introdução Histórica, Descoberta de Energia por Sr. Rothschild, Capital Aparente como Papel Indutor, Conceitos Gerais de Energia, Atalho, Aplicação em Economia, O Modelo Econômico, Teste de Choque Econômico, Diagramas Industriais, Três Classes Industriais, Agregação, O Modelo E, Indução Econômica, Fatores Indutivos a Considerar, Tradução, A Indústria Familiar, os Modelos Familiares, Introdução a Amplificadores Econômicos, Amplificação de Fontes de Energia, Consenso, a Principal Vitória, Diversão, a Principal Estratégia, Resumo da Diversão, Tabela de Estratégias, Logística, Pequena Lista de Matérias-Primas, Pequena Lista de Resultados, o Útero Artificial, Estrutura Política de uma Nação, Ação – Agressão, Responsabilidade, Resumo, Fluxo de Tempo de Relacionamentos e Oscilações Auto-Destrutivas.

SUPER SECRETO

Armas silenciosas para guerras tranqüilas

Um introdutório manual de programação

Pesquisa de Operações

Manual Técnico

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Bem vindo a bordo

Essa publicação marca o 25º aniversário da Terceira Guerra Mundial, chamada a "Guerra Tranqüila", sendo conduzida usando guerra biológica subjetiva, guerreada com "armas silenciosas ".

Esse livro contém uma descrição introdutória dessa guerra, suas estratégias, e suas armas.

SEGURANÇA

É evidentemente impossível discutir engenharia social ou automação de uma sociedade, p.e., a engenharia de sistemas de mecanização social (armas silenciosas) em uma escala nacional ou mundial sem implicar em objetivos extensivos de controle social e destruição da vida humana, p.e., escravidão e genocídio.

Essa manual é em si mesmo uma declaração análoga dessa intenção. Um tal manuscrito deve ser defendido do exame público. De outra forma poderia ser reconhecido como uma declaração formal de guerra doméstica. Além disso, não importa quando qualquer pessoa ou grupo de pessoas em uma posição de grande poder e sem total conhecimento e consentimento do público, usa tal conhecimento e metodologias para conquista econômica – deveria ser entendido que um estado de luta doméstica existe entre essas pessoas citadas ou grupos de pessoas e o público.

A solução dos problemas de hoje requer uma aproximação que é brutalmente leal, com nenhuma torturante superior religião, valores morais ou culturais. Você qualificou-se para esse projeto por causa de sua habilidade de olhar para a sociedade humana com fria objetividade, e já analisa e discute suas observações e conclusões com outras de capacidade intelectual similar sem a perda de discrição ou humildade. Tais virtudes são exercitadas em seu melhor interesse. Não se desvie deles.

INTRODUÇÃO HISTÓRICA

A tecnologia de armas silenciosas se desenvolveu através de Investigações Operativas (I.O.), uma metodologia estratégica e tática desenvolvida sob a Supervisão Militar na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. O propósito original de Investigações Operativas era estudar os problemas estratégicos e táticos de defesa aérea e por terra com o objetivo de uso efetivo de limitados recursos militares contra inimigos estrangeiros (p.e., logística).

Isso foi logo reconhecido por aqueles na posição de poder que os mesmos métodos poderiam ser usuais para controlar totalmente uma sociedade. Mas melhores ferramentas eram necessárias.

A engenharia social (a análise e automação de uma sociedade) requer a correlação de grandes quantidades de informação econômica constantemente mutável (dados), assim como um sistema de processamento de dados computadorizado de alta velocidade que fosse necessário para conquistar a sociedade e predizer quando ela chegasse à capitulação.

As calculadoras eram vagarosas, mas o computador eletrônico, inventado em 1946 por J. Presper Eckert e John W. Mauchly, tornou possível cumprir a missão.

O próximo atalho foi o desenvolvimento do simples método de programação linear em 1947, pelo matemático George B. Dantzig.

Depois, em 1948, o transistor, inventado por J. Bardeen, W.H. Brattain, e W. Shockley, prometia grande expansão do campo do computador pela redução de requerimentos de espaço e poder.

Como estas três invenções sob sua direção, aqueles em posição de poder suspeitaram fortemente que era possível para eles controlar todo o mundo com o apertar de um botão.

Imediatamente, a Fundação Rockefeller pôs isso em execução subvencionando um ciclo de estudos quadrienal no Harvard College, financiando o Harvard Economic Research Project para estudar a estrutura da Economia Americana. Um ano mais tarde, em 1949, a Força Aérea dos EUA se agregava ao projeto.

Em 1952, o período de estudos termina, e um encontro de alto nível da Elite era levado a cabo para determinar a próxima fase das investigações em operações sociais. O projeto de Harvard tinha sido muito frutífero, e alguns destes resultados foram publicados em 1953, sugerindo a possibilidade de uma engenharia sócio-econômica (*).

Engenhada na última metade da década de 40, a nova máquina de Guerra Tranqüila foi sustentada, aparentemente, como ferramenta cintilante folheada a ouro na sala de exibições de 1954.

Com a fusão nuclear em 1954, a promessa destas fontes de energia ilimitadas a partir do hidrogênio pesado na água do mar e a conseqüente disponibilidade de poder social ilimitado era uma possibilidade de não mais que algumas décadas.

A combinação era irresistível.

A Guerra Tranqüila foi calmamente declarada pela Elite Internacional no encontro que teve lugar em 1954.

Embora o sistema de armas silenciosas tivesse sido exposto quase 13 anos mais tarde, a evolução do novo sistema armamentista nunca sofreu revezes ou contratempos maiores. Esse volume marca o 25º aniversário do iníncio da Guerra Tranqüila.

Desde já, esta guerra interior logrou muitas vitórias sobre muitas das frentes através do mundo.

(*) "Studies in the Structure of American Economy" (1953), by Vassili Leontief (director of the Harvard Economic Research Project), International Science Press Inc., White Plains, New York.

INTRODUÇÃO POLÍTICA

Em 1954, era bem reconhecido por aqueles em posições de autoridade que tudo era só questão de tempo, de apenas algumas décadas, antes que o público em geral estivesse pronto a alcançar e voltar ao cume do poder, porque os elementos completos da nova tecnologia de arma silenciosa estavam tão acessíveis a uma utopia pública quanto eles são agora para prover uma utopia privada.

O assunto de preocupação básica, era a dominação, que girava em torno dos temas das ciências da energia.

ENERGIA

A energia é reconhecida como a chave para toda atividade na terra. A ciência natural é o estudo das fontes e controle da energia natural, e ciência social, teoricamente expressada pela economia, é o estudo das fontes e controle da energia social. Ambas são sistemas de cálculo: matemáticos. Portanto, a matemática é a ciência de energia primária. E o contador pode ser rei se o público puder ser deixado ignorante da metodologia da contadoria.

Toda ciência é meramente um significado para um fim. O significado é o conhecimento. O fim é o controle. Além disso resta apenas uma única questão: Quem será o beneficiário?

Em 1954, esse era o tema de preocupação principal. Embora uma assim chamada "justificativa moral" houvesse sido construída, em vista da lei da seleção natural, admitiu-se que uma nação ou mundo de pessoas que não viesse a usar sua inteligência não seria melhor que animais que não possuem inteligência. Tais pessoas são bestas de carga e bifes na mesa por escolha e consenso.

Conseqüentemente, no interesse da futura ordem mundial, paz e tranqüilidade eram decididas para privativamente travar uma guerra contra o povo americano com o objetivo final de permanentemente desviar a energia social (riqueza) e natural dos muitos indisciplinados e irresponsáveis para o interior das mãos dos auto-disciplinados, responsáveis e poucos valorosos.

No sentido de implementar esse objetivo, era necessário criar, assegurar e aplicar novas armas que, como o futuro dirá, eram uma classe de armas tão súbitas e sofisticadas em seus princípios de operação e aparência pública que obtiveram o apelido de "armas silenciosas".

Em conclusão, o objetivo da pesquisa econômica, conforme conduzida por magnatas do capital (bancos) e as indústrias de bens e serviços, é o estabelecimento de uma economia que é totalmente previsível e manipulável.

No sentido de alcançar uma economia totalmente previsível, os elementos de classes inferiores da sociedade devem ser deprimidos sob controle total, p.e., devem ser domesticados como animais, treinados e submetidos a um jugo e obrigações sociais de longo prazo desde uma muito tenra idade, antes que eles tenham uma oportunidade para questionar a propriedade da matéria. Para alcançar tal conformidade, a célula familiar de classe baixa deve ser desintegrada por um processo de aumento da preocupação dos pais e o estabelecimento de creches públicas com cuidados diários para as crianças órfãs.

A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser do tipo mais pobre, de forma que o canal da ignorância isolando a classe inferior da superior esteja e mantenha-se incompreensível a classe inferior. Com um tal obstáculo inicial, mesmo os brilhantes indivíduos das classes inferiores têm pouca esperança de livrar-se do destino assinalado para suas vidas. Essa forma de escravidão é essencial para manter alguma medida de ordem social, paz, e tranqüilidade para as classes governantes superiores.

INTRODUÇÃO DESCRITIVA DA ARMA SILENCIOSA

Tudo que é esperado de uma arma ordinária é esperada de uma arma silenciosa pelos seus criadores, mas se diferenciam somente pela sua maneira de funcionamento. Essas armas disparam situações em lugar de balas; propulsadas por processamento de dados, em vez de reação química (explosão); originando de bits de dados, em lugar de grãos de pólvora; de um computador, em vez de uma arma; operada por um programador de computador, em lugar de um atirador; sob as ordens de um magnata bancário, em vez de um general militar.

Evidente que não faz qualquer barulho explosivo, não causa aparentes danos físicos ou mentais, e obviamente não infere com a vida social cotidiana de alguém. Todavia, aquilo faz um "barulho" claro, danos físico e mental, e interfere claramente com a vida social cotidiana, p.e., claro para um observador treinado, que sabe o que mirar e observar atentamente. O público não pode compreender essa arma, e, portanto, não pode acreditar que eles estão sendo atacados e subjugados por uma arma.

O público poderia instintivamente sentir que algo está errado, mas porque a natureza da arma silenciosa é técnica, eles não podem expressar seus sentimentos em via racional, ou tocar o problema com inteligência. Portanto, eles não sabem como pedir ajuda, e não sabem como se associar com outros para se defender contra isso.

Quando uma arma silenciosa é aplicada gradualmente, o público se acomoda ou se adapta a sua presença e aprende a tolerar sua intrusão em suas vidas até que a pressão (psicológica via econômica) se torne tão grande que eles jogam a toalha. Portanto, a arma silenciosa é um tipo de guerra biológica. Ela ataca a vitalidade, as opções, e a mobilidade dos indivíduos de uma sociedade, conhecendo, entendendo, manipulando e atacando suas fontes de energia natural e social, e suas forças e fraquezas físicas, mentais e emocionais.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

“Dê-me o controle sobre a moeda de uma nação, e eu não me preocuparei com quem faz suas leis”.

Mayer Amschel Rothschild (1743 - 1812)

A tecnologia das armas silenciosas de hoje é uma extensão de uma simples idéia descoberta, sucintamente expressada, e efetivamente aplicada pelo citado Sr. Mayer Amschel Rothschild. Sr. Rothschild descobriu o componente passivo faltante da teoria econômica conhecido como a indução econômica. Ele, obviamente, não pensou sobre sua descoberta no término do século XX, e, para ser franco, a análise matemática teve que esperar pela Segunda Revolução Industrial, a ascensão das teorias da mecânica e eletrônica e, finalmente, a invenção do computador eletrônico antes que pudesse ser efetivamente aplicado no controle da economia mundial.

ENERGIA: O DESCOBRIMENTO DE SR. ROTHSCHILD

O que Sr. Rothschild descobriu foi o princípio básico do poder, influência e controle sobre pessoas como aplicado à economia. Esse princípio é "quando você assume a aparência do poder, as pessoas logo se dão a você". O Sr. Rothschild descobriu que as contas correntes ou de crédito tem a requerida aparência de poder que poderia ser usada para induzir pessoas (indução, com pessoas correspondente a um campo magnético) a entregarem sua verdadeira riqueza em troca de uma promessa de maior riqueza (em vez de compensação real). Eles proporiam garantia real em troca de um empréstimo de notas promissórias. Sr. Rothschild achou que ele poderia lançar mais notas do que ele tinha por trás, contanto que ele tivesse algum estoque de ouro como um indutor a ser apresentado a seus clientes..

Sr. Rothschild emprestou suas notas promissórias a indivíduos e governos. Esses criavam excesso de confiança. Então ele faria o dinheiro ficar escasso, apertando o controle do sistema, e coletar a garantia através da obrigação dos contratos. O ciclo foi depois repetido. Essas pressões poderiam ser usadas para iniciar uma guerra. Então ele controlaria a disponibilidade de dinheiro para determinar quem ganharia a guerra. Aquele governo que concordasse dar-lhe controle de seu sistema econômico, obteria seu apoio.

A cobrança de débitos era garantida pela ajuda econômica ao inimigo do devedor. O lucro derivado de sua louca metodologia econômica tornou o Sr. Rothschild o mais capacitado para expandir sua riqueza. Ele descobriu que a avareza pública permitira que o dinheiro fosse imprimido por ordem do governo além dos limites (inflação) de por trás de metais preciosos ou bens e serviços.

CAPITAL APARENTE COMO INDUTOR DE "PAPEL"

Nessa estrutura, o crédito, apresentado como um puro elemento chamado "dinheiro", tem a aparência de capital, mas é, em efeito, capital negativo. Portanto, tem a aparência de serviço, mas é na realidade dívida ou débito. É, portanto, uma indução econômica de uma capacitação econômica, e se equilibrada em nenhuma outra forma, será equilibrada pela negação da população (guerra, genocídio). Os bens e serviços totais representam o capital real, chamado o produto nacional bruto. O dinheiro pode ser imprimido até esse nível e ainda representa capacitação econômica; mas o dinheiro imprimido além desse nível é subtrativo, e representa a introdução da indução econômica, e constitui notas de débito.

A guerra é, portanto, o equilíbrio do sistema pela morte dos verdadeiros credores (o público que nós temos ensinado a trocar valores verdadeiros por moeda inflacionada) e retrocedendo em tudo que é deixado dos recursos naturais e regeneração daqueles recursos.

O Sr. Rothschild descobriu que o dinheiro dava a ele poder para reorganizar a estrutura econômica para seu próprio benefício, mover a indução econômica para aquelas posições econômicas que encorajariam a grande instabilidade e oscilação econômica.

A chave final para o controle teve que aguardar os dados suficientes e equipamento de computação de alta velocidade para prestar atenção nas oscilações econômicas criadas pelo choque de preços e excesso de papéis de crédito – indução de papel/inflação.

CONCEITOS GERAIS DE ENERGIA

No estudo dos sistemas de energia, aparecem aí sempre três conceitos elementares. São eles a energia potencial, a energia cinética e a dissipação de energia. E correspondendo a esses conceitos, há três idealizados, essencialmente puras físicas contrapartes chamadas componentes passivas.

(1) Na ciência da física mecânica, o fenômeno energia potencial é associado com a propriedade da física chamada elasticidade ou dureza, e pode ser representada por uma mola esticada. Na ciência eletrônica, a energia potencial é armazenada em um capacitor em lugar de uma mola. Essa propriedade é chamada capacitação em vez de elasticidade ou dureza.

(2) Na ciência da física mecânica, o fenômeno da energia cinética é associado com uma propriedade física chamada inércia ou massa, e pode ser representada por uma massa ou um volante em movimento. Na ciência eletrônica, a energia cinética é armazenada em um indutor (em um campo magnético) em vez de uma massa. Essa propriedade é chamada indução em vez de inércia.

(3) Na ciência da mecânica física, o fenômeno da dissipação da energia é associado com a propriedade física chamada fricção ou resistência, e pode ser representada por um aparato ou outro dispositivo que converte a energia em calor. Na ciência eletrônica, a dissipação ou energia é executada por um elemento chamado ou resistor ou condutor, o termo "resistor" sendo o único geralmente usado para descreve um dispositivo mais ideal (e.g., arame) empregado para conduzir a energia eletrônica eficientemente de um lugar a outro. A propriedade de uma resistência ou condutor é medida como resistência ou condução recíprocas.

Na economia, esses três conceitos de energia são associados com:

Capacitação Econômica - Capital (dinheiro, estoque/invento, investimentos em edifícios e bens duráveis etc.)

Condução Econômica - Bens (coeficientes de fluxo de produção)

Indução Econômica – Serviços (a influência da população da indústria em produto)

Tudo da teoria matemática se desenvolveu no estudo de um sistema de energia (e.g., mecânica, eletrônica etc.) pode ser imediatamente aplicado no estudo de um outro sistema de energia (e.g., economia).

ATALHO

O campo da aviação forneceu importante evolução na engenharia econômica pelo método da teoria matemática de teste de choque. Nesse processo, um projétil é atirado de uma estrutura de um avião no chão e o impulso do recuo é monitorado por escalas de vibração conectadas a estrutura e ligada por um fio metálico aos registros gráficos.

Estudando os ecos ou reflexões do impulso do recuo na estrutura de um avião, é possível descobrir vibrações críticas na estrutura do avião que ou vibrações do motor ou eólicas das asas, ou uma combinação dos dois, poderiam reforçar resultando em uma ressonante auto-destruição da estrutura do avião em vôo como uma aeronave. Do ponto de vista da engenharia, isso significa que as forças e fraquezas da estrutura do avião em termos de energia vibracional podem ser descobertas e manipuladas.

APLICAÇÃO EM ECONOMIA

Para usar esse método de teste de choque da estrutura do avião na engenharia econômica, os preços das mercadorias são abalados, e a reação pública do consumidor é monitorada. Os ecos resultantes do choque econômico são interpretados teoricamente por computadores e a estrutura psico-econômica da economia é assim descoberta. É por esse processo que matrizes de diferenças que definem a família são descobertas e fazem possível sua evolução como uma indústria econômica (estrutura dissipadora do consumidor).

Então a resposta da família aos futuros choques pode ser predita e manipulada, e a sociedade se torna um animal bem-regulado com suas rédeas sob o controle de uma sofisticada regulada por computador sistema de contabilidade de energia social.

Eventualmente, todo elemento individual da estrutura vem sob o controle de computador através de um conhecimento de preferências pessoais, tal conhecimento garantido por associação de computador de preferências do consumidor (código de produto universal, UPC; códigos de preço zebra listrada em embalagens) com consumidores identificados (identificados por associação com o uso de um cartão de crédito e posteriormente um permanente número invisível sob iluminação normal do ambiente "tatuado" no corpo).

O MODELO ECONÔMICO

O Harvard Economic Research Project (1948-) foi uma extensão do
World War II Operations Research. Seu propósito era descobrir a ciência de controlar uma economia: primeiramente a economia norte-americana, e depois a economia mundial. Era sentido que com suficiente base e dados matemáticos, seria mais ou menos fácil de predizer e controlar a tendência de uma economia tal como predizer e controlar a trajetória de um projétil. Tal tem se provado ser o caso. Além disso, a economia tem sido transformada como um míssil guiado no alvo.

O imediato objetivo do Harvard project foi descobrir a estrutura econômica, cuja força altera aquela estrutura, conforme o comportamento da estrutura possa ser predito, e conforme possa ser manipulado. O que era necessário era um conhecimento bem organizado das estruturas matemáticas e inter-relações de investimento, produção, distribuição e consumo. Para fazer uma breve história de tudo isso, foi descoberto que uma economia obedecia as mesmas leis que a eletricidade e que tudo da teoria e prática matemática e prática de computador desenvolvido ao campo da eletrônica poderia ser diretamente aplicado no estudo da economia. Essa descoberta não era abertamente declarada, e suas mais súbitas implicações foram e estão guardadas em atento segredo, por exemplo, que em um modelo econômico, a vida humana é medida em dólares, e que a centelha elétrica gerada quando aberta uma chave conectada a um indutor ativo é matematicamente análogo à iniciação da guerra.

O grande obstáculo que economistas encaravam era a descrição precisa da família como uma indústria. Isso é um desafio porque aquisições do consumidor são uma matéria de escolha que, uma após outra, é influenciada por rendimento, preço e outros fatores econômicos.

Este obstáculo foi removido sem tocar de modo indireto e estatisticamente aproximado pela aplicação de teste de choque para determinar as características atuais, chamados coeficientes técnicos correntes de uma indústria doméstica. Enfim, porque problemas em eletrônica teórica podem ser traduzidos muito facilmente em problemas de teoria econômica, e a solução traduzida retorna, segue-se que apenas um livro de tradução de idiomas e definição de conceitos precisava ser escrito para economia. O remanescente poderia ser conseguido de obras-padrão em matemática e eletrônica. Isso fez a publicação de livros em economia avançada desnecessária, e muito simplifica a segurança do projeto.

TESTE DE CHOQUE NA ECONOMIA

Em tempos recentes, a aplicação de Pesquisa operacional para o estudo da economia pública tem sido óbvio para qualquer um que entende os princípios do teste de choque.

No teste de choque da estrutura de uma aeronave, o impulso de recuo de disparo uma arma pronta para o uso naquelas estruturas de avião causa ondas de choque naquela estrutura que percebem os engenheiros de aviação as condições sob que partes do avião, ou o avião inteiro, ou suas asas, começarão a vibrar ou tremular como uma corda de violão, uma cana de flauta, ou um diapasão, e se desintegre ou quebre em vôo. Os engenheiros econômicos alcançam o mesmo resultado estudando o comportamento da economia e o público consumidor por cuidadosa seleção de um artigo como carne de boi, café, gasolina, ou açúcar, e depois causando uma mudança ou choque súbito em seu preço ou disponibilidade, contrariando assim o orçamento de todo mundo e comprando hábitos sem disposição.

Eles então observam as ondas de choque que resultam por monitorar as mudanças em publicidade, preços, e vendas desse e outros artigos. O objetivo de tais estudos é adquirir a perícia para configurar a economia pública em um estado previsível de movimento ou mudança, até um controlado auto-estado destrutivo de movimento que convencerá o público que certas pessoas "peritas" deviam tomar controle do sistema de dinheiro e restabelecer segurança (em lugar de liberdade e justiça) para todos. Quando os cidadãos são passados como incapazes de controlar seus negócios financeiros, eles, é claro, se tornem totalmente escravizados, uma fonte de mão-de-obra barata.

Não só os preços de artigos, mas também a disponibilidade de trabalho pode ser usada como meios de teste de choque. As greves fornecem testes de choque excelentes para uma economia, especialmente nas áreas de serviço de transporte, comunicação, utilidade pública (energia, água, coleta de lixo), etc.

Por teste de choque, é achado que há uma relação direta entre a disponibilidade de dinheiro fluindo em uma economia e a perspectiva psicológica real de massas dependentes daquela disponibilidade. Por exemplo, existe uma relação quantitativa mensurável entre o preço de gasolina e a probabilidade que uma pessoa experimentaria uma enxaqueca, sentisse necessidade de assistir um filme violento, fumar um cigarro, ou ir a uma cantina tomar um canecão de cerveja.

É mais interessante que, por observar e mensurar os modelos econômicos pelos quais o público tenta correr de seus problemas e escapar da realidade, e aplicando a teoria matemática de Pesquisa de Operações, é possível para programas de computadores predizer a mais provável combinação de eventos criados (choques) que produzirão um controle completo e subjugação do público através de uma subversão da economia pública (agitando a árvore de ameixa)...

DIAGRAMAS INDUSTRIAIS

Uma indústria ideal é definida como um dispositivo que recebe valor de outras indústrias em várias formas e converte-as em um produto específico para vender e distribuir a outras indústrias. Tem várias entradas e uma saída. O que os aliados da norma pública pensam a respeito de uma indústria é realmente um complexo industrial, onde várias indústrias sob um telhado produzem um ou mais produtos . . .

TRÊS CLASSES INDUSTRIAIS

As indústrias classificam-se em três categorias ou classes por tipo de saída:

Classe #1 - Capital (recursos)

Classe #2 - Bens (mercadorias ou de consumo)

Classe #3 - Serviços (ação de população)

Classe #1 indústrias existem em três níveis:

(1) Natureza - fontes de energia e matérias-primas.

(2) Governo - impressão de moeda corrente igual ao produto nacional bruto (GNP), e extensão de moeda corrente a mais de GNP.

(3) Bancário - emprestar dinheiro com juros, e extensão
(inflação/falsificação) de valor econômico através de contas de depósito de empréstimo.

A classe #2 de indústrias existe como produtores de tangíveis ou bens de consumo. Esse tipo de atividade é normalmente reconhecido e rotulado pelo público como "indústria".

A classe #3 de indústrias é aquela que tem serviços em lugar de produtos tangíveis como saída. Estas indústrias são chamadas (1) famílias, e (2) governos. Sua saída é a atividade humana de um tipo mecânico, e sua base é a população.

AGREGAÇÃO

O sistema econômico inteiro pode ser representado por um modelo de três indústrias se alguém permite que os nomes das saídas sejam (1) capital, (2) bens e (3) serviços. O problema com esta representação é que não mostraria à influência, digamos, a indústria têxtil na indústria de metal férreo. Isto é porque tanto a indústria têxtil quanto a indústria de metal férreo estariam contidas dentro de uma classificação única chamada "indústria de bens" e por este processo de combinar ou agregar estas duas indústrias sob um bloco de sistema, elas perderiam sua individualidade econômica.

O E-MODELO

Uma economia nacional consiste de fluxos simultâneos de produção,
distribuição, consumo, e investimento. Se a todos esses elementos, inclusive trabalho e funções humanas, são atribuídos um valor numérico do tipo unidades de medida, digamos, o dólar de 1939, então esse fluxo pode ser representado a seguir por uma corrente circulante em um circuito eletrônico, e seu comportamento pode ser predito e manipulado com uma precisão útil.

Os três componentes energéticos passivos da eletrônica: o condensador, o resistor, e o indutor correspondentes aos três componentes energéticos passivos da economia, chamados respectivamente: o capital, os bens e os serviços.

A capacitância econômica representa a memória de capital de uma forma a outra.

A condutância econômica representa o nível de condutância de materiais para a produção de bens.

A indução econômica representa a inércia de valor econômico em movimento.

Isto é um fenômeno de população conhecido como serviços.

INDUÇÃO ECONÔMICA

Um indutor elétrico (por exemplo, um rolo ou arame) tem uma corrente elétrica como seu fenômeno primário e um campo magnético como seu fenômeno secundário (inércia). Correspondente a isso, um indutor econômico tem um fluxo de valor econômico como seu fenômeno primário e um campo de população como seu fenômeno de campo secundário de inércia. Quando o fluxo de valor econômico (por exemplo, dinheiro) diminui, o campo de população humana desmorona a fim de manter o valor econômico (dinheiro) corrente (caso extremo - guerra).

Esta inércia pública é um resultado da compra de consumidores em hábitos, padrão esperado de vida etc., e é geralmente um fenômeno de auto-preservação.

OS FATORES INDUTIVOS A CONSIDERAR

(1) População

(2) Magnitude das atividades econômicas do governo

(3) O método de financiamento dessas atividades do Governo (Ver Peter-Paul Principle - Inflation de la monnaie.)

CONVERSÃO

Carga

Columbs

Dólares (1939)

Fluxo / corrente

Amperes (columbs/segundo)

Dólares de fluxo por ano

Força de motivaçãp

Volts

Demanda (output) em dólares

Condutância

Amperes por volts

Fluxo anual em dólares por dólar demandado

Capacitância

Columbs por volts

Dólares de produção em estoque por dólar demandado

A INDÚSTRIA DOMÉSTICA

As indústrias de finanças (bancárias), fábricas e governo, contrapartes reais das indústrias puras de capital, bens e serviços, são facilmente definidas porque eles são geralmente logicamente estruturados. Por causa disso seus processos podem ser descritos matematicamente e seus coeficientes técnicos podem ser facilmente deduzidos. Isso, porém, não é o caso da indústria de serviço conhecida como a indústria doméstica.

MODELOS DOMÉSTICOS

O problema que um economista encara é que as preferências de consumidor de qualquer família não são facilmente previsíveis e os coeficientes técnicos de qualquer família tendem a formar uma função não-linear, muito complexa, e variável de renda, preços etc. A informação de computador derivou do uso do código de produto universal junto com compra de cartão de crédito na medida em que um identificador de família individual podia mudar seu estado de negócios, mas o método U.P.C. não está ainda disponível em uma escala nacional ou mesmo em uma escala regional significante. Para compensar por esta deficiência de dados, uma alternada abordagem indireta de análise tem sido adotada, conhecida como teste de choque econômico. Esse método, extensamente usado na indústria de aeronaves, desenvolve uma agregada classificação estatística de dados.

Aplicado a economia, isto significa que todas as famílias em uma região ou na nação inteira são estudadas agrupando-se por classe em lugar de individualmente, e o comportamento de massa em lugar do comportamento individual é usado para descobrir estimativas úteis dos coeficientes técnicos governando a estrutura econômica da hipotética indústria doméstica...

Um método de avaliar os coeficientes técnicos da indústria doméstica depende em abalar os preços de um artigo e notar as mudanças nas vendas de todos os artigos.

INTRODUÇÃO A AMPLIFICADORES ECONÔMICOS

Os amplificadores econômicos são os componentes ativos de engenharia econômica. A característica básica de qualquer amplificador (mecânico, elétrico, ou econômico) é que recebe um sinal de controle na entrada, e devolve energia de uma fonte independente de energia a um terminal de saída especificada em uma relação previsível para aquele sinal de controle de entrada.

A forma mais simples de um amplificador econômico é um dispositivo chamado publicidade. Se uma publicidade televisiva se dirige a uma pessoa como se ela tivesse uns de doze anos de idade, então, devido ao sugestionamento, ele tenderá, com uma certa probabilidade, responder ou reagir àquela sugestão com uma resposta não crítica de uma pessoa de doze anos de idade que alcançará seu reservatório econômico, devolvendo a seguir sua energia àquele produto do impulso quando ele passar em uma loja.

Um amplificador econômico pode ter várias entradas e saída. Sua resposta pode ser instantânea ou atrasada. Seu símbolo de circuito poderia ser um interruptor rotativo se suas opções são exclusivas, qualitativas, de partida ou não, ou poderia ter suas paramétricas relações de entrada e saída especificadas por uma matriz com fontes de energia internas representadas.

Seja qual for a forma que possa ter, seu propósito é dirigir o fluxo de energia de uma fonte até uma válvula de saída em relação direta com um sinal de controle de entrada. Por essa razão, é chamado um elemento de circuito ou componente ativo.

Os amplificadores econômicos repartem-se em categorias chamadas estratégias, e, em comparação com amplificadores eletrônicos, as funções internas específicas de um amplificador econômico são chamadas logísticas em vez de elétricas.

Portanto, os amplificadores econômicos nos dão não só ganho de energia, mas também, na realidade, são usados para causar mudanças nos circuitos econômicos.

No projeto de um amplificador econômico nós devemos ter um pouco da idéia de pelo menos cinco funções, que são:

(1) os sinais de entrada disponível,

(2) os objetivos de controle de saída desejada,

(3) os objetivos estratégicos,

(4) as fontes do poder econômico disponíveis,

(5) as opções logísticas.

O processo de definição e avaliação destes fatores e da incorporação do amplificador econômico em um sistema econômico tem sido popularmente chamado de teoria dos jogos.

O desenho de um amplificador econômico começa pela especificação do nível de energia da saída, que pode variar do pessoal até o nacional. A segunda condição é e velocidade de resposta, isto é, a velocidade pela qual a ação de saída é uma função dos comandos de entrada. Uma rentabilidade elevada combinada com uma forte realimentação ajudam a obter a precisão exigida.

A maioria dos erros residirá no sinal de dados de entrada. Os dados de entrada pessoal tendem a ser especificados, enquanto dados de entrada nacionais tendem a ser estatísticos.

FONTES DE ENERGIA DE AMPLIFICAÇÃO

A etapa seguinte no processo de desenhar um amplificador econômico é descobrindo as fontes de energia. As fontes de energia que sustentam todo sistema econômico primitiva são, obviamente, uma provisão de matérias-primas, e o consentimento do povo para trabalhar, e em conseqüência para assumir uma certa posição social, posição, nível, ou classe na estrutura social, isto é, fornecer trabalho em vários níveis do ordenamento concernido.

Cada classe social, trabalhando para garantir seu próprio nível de renda, controla o nível da classe imediatamente inferior a esta, e assim preserva a estrutura de classe. Isso fornece estabilidade e segurança, mas também um governo de elite.

Com o transcurso do tempo, e a melhora da comunicação e da educação, os elementos das classes inferiores se tornam aptos ao conhecimento e invejosos das coisas boas que os membros da classe alta possuem. Eles também começam a atingir um conhecimento de sistemas de energia e a habilidade de obrigar sua subida pela estrutura de classe.

Isso ameaça a soberania da elite.

Se a ascensão das classes inferiores pode ser contida o máximo possível, a elite pode lograr o domínio da energia, e o povo, por consentimento, não manterá mais posição sobre o recurso energético essencial.

Até que um tal domínio de energia seja absolutamente estabelecido, o consentimento do povo em trabalhar e deixar outros tomar em mão seus assuntos deve ser considerado, na medida em que um revés nessa área levaria o povo a interferir na transferência final das fontes de energia para o controle da elite.

É essencial para reconhecer que no momento atual, o consentimento do público é todavia uma chave essencial para a distribuição da energia no processo de amplificação econômica.

CONSENTIMENTO, A VITÓRIA PRIMÁRIA

Um sistema de arma silenciosa opera a partir de dados obtidos de um público dócil por meios legais (mas nem sempre legais). Muita informação sobre o sistema de armas silenciosas foi disponibilizada através do Internal Revenue Service. (Ver Estudos na Estrutura da Economia Americana para uma lista de fontes I.R.S..)

A informação consiste na entrega obrigatória de dados bem organizados contidos nos formulários de impostos federais ou nacionais, coletados, sistematizados, e representados pelos mesmos contribuintes e empregadores.

Além disso, o número de tais formulários submetidos ao I.R.S. é um indicador útil de consentimento público, um fator importante para tomar uma decisão estratégica. Outras fontes de dados são cedidas na Pequena Lista de Entradas.

Coeficientes Consentidos - realimentação numérica indicando status de vitória. Base psicológica: Quando o governo é capaz de coletar impostos e desapropriar propriedade privada sem compensação justa, é uma indicação que o público está maduro para se render e para consentir á escravização e invasão legal. Um bom e facilmente quantificado indicador de tempo de colheita é o número de cidadãos públicos que pagam imposto de renda apesar de uma evidente falta de reciprocidade ou de serviço honesto por parte do governo.

DIVERSÃO, A ESTRATÉGIA PRIMÁRIA

A experiência mostrou que o método mais simples de assegurar uma arma silenciosa é ganhar o controle do público mantendo o público indisciplinado e ignorante dos princípios básicos do sistema, por um lado, sempre mantendo-os confusos, desorganizados, e distraídos com temas sem importância real por outro.

Isto é alcançado:

(1) Descomprometendo suas mentes; sabotando suas atividades mentais; fornecendo um programa de baixa qualidade de educação pública em matemática, lógica, projeto de sistemas e economia; e desencorajando criatividade técnica.

(2) Comprometendo suas emoções, aumentando seu egocentrismo e seu gosto pelas atividades sentimentais e físicas:

(a) multiplicando suas confrontações e ataques emocionais (violação mental e emocional) por meio de uma tempestade constante de sexo, violência, e guerras na mídia - especialmente TV e jornais.

(b) Dando-lhes o que eles desejam - em excesso - "comida de baixo valor nutritivo" para o espírito, e privando-lhes do que realmente necessitam.

(3) Reescrevendo a história e a lei, e submetendo o público a distrações, de modo a deslocar seus pensamentos sobre suas necessidades pessoais para prioridades externas altamente fabricadas.

Isso previne seu interesse e seu possível descobrimento das armas silenciosas da tecnologia de automatização social.

A regra geral é que há um lucro na confusão; quanto mais confusão, mais lucro. Portanto, a melhor abordagem é criar problemas e depois oferecer soluções.

RESUMO DA DIVERSÃO

Mídia: Manter distraída a atenção do público adulto, distante dos assuntos sociais reais, e cativados por assuntos de nenhuma importância real.

Escolas: Manter o público jovem ignorante das verdadeiras matemáticas, da verdadeira economia, da verdadeira lei, e da verdadeira história.

Entretenimento: Manter o entretenimento do público abaixo do nível do sexto ano primário.

Trabalho: Mantenha o público ocupado, ocupado, ocupado, sem tempo para pensar; atrás na fazenda com os outros animais.







TABELA DE ESTRATÉGIAS

Faça isto

Para obter isto
Manter o público ignorante

Menor organização pública

Criar preocupação e inquietude

Menos defesas

Atacar o núcleo familiar

Controlar a educação da juventude

Reduzir a liquidez. Dar mais créditos ou indenizações

Mas promover mais auto-indulgência e mais dados

Conformismo social

Simplicidade na programação informática

Minimizar as queixas contra os impostos

Máxima quantidade de dados econômicos. Mínimos problemas restritivos

Estabilizar o consentimento

Simplicidade dos coeficientes

Estabelecer condições limite

Simplicidade dos problemas. Solução das equações diferenciais

Apertar a agenda

Menor transferência de dados e sujeiras

Maximizar o controle

Resistência mínima ao controle

Colapso da moeda corrente

Destrua a fé das pessoas em cada um

LOGÍSTICA

A aplicação bem sucedida de uma estratégia exige um estudo cuidadoso de entradas, saídas, a estratégia conectando as entradas e as saídas, e as fontes disponíveis de energia para abastecer a estratégia. Esse estudo é chamado logística.

Um problema logístico é estudado primeiro no nível elementar, e depois níveis de maior complexidade são estudados como uma síntese de fatores elementares.

Isto significa que um dado sistema é analisado, isto é, quebrado em seus subsistemas, e estes por sua vez são analisados, até que, por este processo, se chegue no "átomo" logístico, o indivíduo.

PEQUENA LISTA DE ENTRADAS

As perguntas a serem respondidas:

(1) O que

(2) Quando

(3) Onde

(4) Como

(5) Por que

(6) Que

Fontes gerais de informações:

(1) Escutas telefônicas

(2) Vigilância

(3) Análise do lixo

(4) Comportamento das crianças na escola

O padrão de vida por:

(1) Comida

(2) Roupa

(3) Abrigo

(4) Transporte

Contatos sociais:

(1) Telefone - registro especificado de chamados

(2) Família - certidões de casamento, nascimento, etc.

(3) Amigos, associados, etc.

(4) Membros em organizações

(5) Afiliação política

A TRILHA DO PAPEL PESSOAL

Hábitos pessoais de compra, isto é, preferências pessoais de consumidor:

(1) Contas correntes

(2) Compras de cartão de crédito

(3) Compras por cartão de crédito “marcado” – associação do cartão de crédito com o código de barra dos produtos. (U.P.C - Código Universal de Produto)

Ativos:

(1) Contas correntes

(2) Poupanças

(3) Bens imóveis

(4) Negócios

(5) Automóveis, etc.

(6) Depósitos de segurança em banco

(7) Mercado de valores

Obrigações:

(1) Credores

(2) Inimigos (ver - legais)

(3) Empréstimos

(4) Crédito do consumidor

Fontes governamentais (táticas)*:

(1) Bem-estar

(2) Seguro social

(3) U.S.D.A. comida em excesso

(4) Esmolas

(5) Privilégios

(6) Subsídios

*Princípio desta tática - o cidadão quase sempre fará a coleta de informações fáceis se ele pode operar no "princípio da liberdade de sanduíche grátis" de "coma agora, e pague mais tarde".

Fontes governamentais (via intimidação):

(1) Serviço de Ingresso Interno

(2) OSHA

(3) Censo

(4) etc.

Outras fontes do governo - vigilância de correio dos Estados Unidos.

TIPOS DE HÁBITO - PROGRAMAÇÃO

Forças e debilidades:

(1) atividades (esportes, passatempos etc.)

(2) ver "legal" (medos, angústias etc.)

(3) registros do hospital (sensibilidade a medicamentos, reação a dor, etc.)

(4) registros psiquiátricos (medos, angústias, fobias, adaptabilidade, reações a estímulos, violência, sujeição a hipnose, sofrimento, prazer, amor, e sexo)

Comportamentos adaptativos:

(1) consumo de álcool

(2) consumo de drogas

(3) entretenimento, espetáculos

(4) fatores religiosos influenciando o comportamento

(5) outros métodos de escapar da realidade

Pagamento - modus operandi (MO) – pagamento no ato etc.:

(1) pagamento de contas de telefone

(2) contas de energia (elétrica, gás,...)

(3) contas d’água

(4) reembolso de empréstimos

(5) despesas domésticas

(6) despesas de automóveis

(7) despesas com cartões de crédito

Sensibilidade política:

(1) convicções

(2) contatos

(3) posição

(4) pontos fortes/fracos

(5) projetos/atividades

Entradas legais - controle do comportamento (Desculpas para a investigação, busca, prisão ou emprego de força para modificar comportamento):

(1) registros na corte

(2) registros policiais

(3) registro de direção (automóveis)

(4) relatórios feitos para a polícia

(5) informações de seguro

(6) relações anti-establishment

INFORMAÇÕES NACIONAIS DE ENTRADA

Fontes de negócios (via I.R.S., etc.):

(1) preços de mercadorias

(2) vendas

(3) investimentos

(a) controle de estoque

(b) ferramentas de produção e maquinaria

(c) construções e melhorias

(d) o mercado de valores

Bancos e agências de crédito:

(1) informações de crédito

(2) informações de pagamento

Fontes misturadas:

(1) eleições e pesquisas

(2) publicações

(3) registros de telefone

(4) energia e compras de utilitário

LISTA PEQUENA DE SAÍDAS

Criação de situações controladas, manipulação da economia e da sociedade.

Seqüência:

(1) oferecer oportunidades

(2) destruir oportunidades

(3) controlar o meio económico

(4) controlar a disponibilidade de matérias primas

(5) controlar o capital

(6) controlar as casas bancárias

(7) controlar a inflação da moeda

(8) controlar a posse da propiedade

(9) controlar a capacidade industrial

(10) controlar a fabricação

(11) controlar a disponibilidade dos bens de consumo

(12) controlar o preço dos bens de consumo

(13) controlar os serviços, a força de trabalho, etc.

(14) controlar os pagamentos aos funcionários do governo

(15) controlar as funções jurídicas

(16) controlar as bases de dados pessoais

(17) controlar a publicidade

(18) controlar o contato com a mídia

(19) controlar o material disponível para a recepção de sinais de TV

(20) distrair a atenção dos problemas reais

(21) fomentar as emoções

(22) criar desordem, caos e alienação mental

(23) controlar a elaboração de formulários de impostos mais detalhados

(24) controlar a vigilância

(25) controlar o armazenamento de informação

(26) desenvolver análise e perfis psicológicos sobre os indivíduos

(27) controlar as funções legais

(28) controlar os fatores sociológicos

(29) controlar as possibilidades de riqueza

(30) explorar os pontos fracos

(31) neutralizar os pontos fortes

(32) lixiviar a riqueza e a substância

O ÚTERO ARTIFICIAL

Do tempo que uma pessoa deixa o útero da sua mãe, seu esforço completo é dirigido para construir, manter, e retirar em úteros artificiais, várias espécies de dispositivos de proteção substituta ou conchas.

O objetivo destes úteros artificiais é fornecer um ambiente estável tanto para atividade estável e instável; para fornecer um abrigo para os processos evolucionários de crescimento e maturidade - isto é, sobrevivência; para fornecer segurança para a liberdade e fornecer proteção defensiva para atividade ofensiva.

Isto é igualmente verdadeiro tanto para o público em geral quanto para a elite. Porém, existe uma diferença definida no modo que cada uma destas classes cuidam da solução dos problemas.

A ESTRUTURA POLÍTICA DE UMA NAÇÃO – DEPENDÊNCIA

O motivo primário pelo qual os cidadãos individuais de um país criam uma estrutura política é um desejo subconsciente ou vontade de perpetuar sua própria relação de dependência da infância. Colocando de forma simples, eles querem um homem-deus para eliminar todo risco de vida, ter um prato de galinha em toda mesa de jantar, vestir seus corpos, dobrá-los na cama de noite, e dizer-lhes que tudo estará certo quando eles acordarem na manhã seguinte.

A demanda do público é incrível, então seu homem-deus, o político, responde ao incrível através do incrível prometendo o mundo sem apresentar nada. Então quem é o maior mentiroso? O público? Ou o "padrinho"? Este comportamento público é dominado pelo medo, preguiça, e a facilidade. É a base do estado de bem-estar como uma arma estratégica, útil contra um público asqueroso.

AÇÃO/OFENSIVA

A maioria das pessoas quer ser capaz de subjugar e/ou matar outros seres humanos que molestam ou perturbam sua vida cotidiana, mas eles não querem ter que lidar com os assuntos morais e religiosos que um tal ato de sua parte poderia gerar.

Então, eles delegam o trabalho sujo aos outros (inclusive seus próprios filhos) para manter suas mãos limpas de sangue. Eles falam com entusiasmo sobre o tratamento humanitário de animais, mas depois se sentam para comer um hambúrguer delicioso de um matadouro caiado subterrâneo. Mas até mais hipócrita, eles pagam impostos para financiarem uma associação profissional de assassinos de aluguel coletivamente chamados políticos, e depois reclamem sobre corrupção no governo.

RESPONSABILIDADE

Novamente, a maioria das pessoas quer estar livre para fazer as coisas (explorar, etc.), porém tem medo de fracassar.

O medo do fracasso é manifestado pela irresponsabilidade, em particular delegando suas responsabilidades pessoais a outros cujo sucesso é incerto ou implica em obrigações que a pessoa não está preparada para aceitar. Eles querem autoridade (raiz etimológica - "auteur"), mas eles não aceitarão qualquer responsabilidade ou obrigação. Em conseqüência, eles dão encargos aos políticos para enfrentar a realidade em seu nome.

RESUMO

As pessoas contratam os políticos de forma que as pessoas possam:

(1) obter a segurança sem ter que se organizar.

(2) obter ação sem ter que pensar ou refletir a respeito.

(3) infligir roubo, feridas e morte a outros sem ter que contemplar a vida ou a morte.

(4) evitar assumir responsabilidade por suas próprias intenções.

(5) obter os benefícios da realidade e da ciência sem exercê-los na disciplina de encarar ou aprender sobre qualquer uma destas coisas.

Eles dão aos políticos o poder para criar e administrar uma máquina de guerra:

(1) fornecer a sobrevivência da nação/útero.

(2) evitar a justaposição de qualquer coisa na nação/útero.

(3) destruir os inimigos que ameaçam a nação/útero.

(4) destruir aqueles cidadãos de seu próprio país que não se ajustam ao respeito da estabilidade da nação/útero.

Os políticos sustentam trabalhos semi-militares, as entidades mais baixas, a polícia, como soldados, os advogados e C.P.A.s próximos como espiões e sabotadores (licenciados), e os juízes que gritam ordens e dirigem a loja militar para qualquer que seja o mercado. Os Generais são os industriais. O nível “presidencial” de comandante supremo é compartilhado pelos banqueiros internacionais. O povo sabe que eles criaram esta farsa e financiaram isso com seus próprios impostos (consentimento), mas elas prefeririam submeter-se a serem hipócritas.

Deste modo, uma nação fica dividida em duas partes muito distintas, uma dócil sub-nação [grande maioria muda] e uma sub-nação política. A sub-nação política permanece presa à dócil sub-nação, tolera-a, e lixivia sua substância até que se torne forte suficiente para se separar e depois devorar seu pai.

RELAÇÕES DE FLUXO DE TEMPO E AUTO-OSCILAÇÕES DESTRUTIVAS

Uma indústria ideal pode ser eletronicamente simbolizada de vários modos. O modo mais simples é representando uma demanda por uma voltagem e uma provisão por uma corrente. Quando isto é feito, a relação entre a duas se torna o que se chama de uma admissão, que pode resultar de três fatores econômicos:

(1) fluxo de compreensão tardia,

(2) fluxo presente, e

(3) fluxo de previsão.

O fluxo de previsão é o resultado daquela propriedade de entidades vivas que fazem a energia (comida) ficar armazenada por um período de baixa energia (por exemplo, uma estação do inverno). Consiste em demandas feitas em um sistema econômico para aquele período de baixa energia (estação do inverno).

Uma indústria de produção toma várias formas, uma das quais é conhecida como linhagem de produção. Na simbologia eletrônica, essa indústria específica (uma indústria de capital pura) é representada pela capacitância e o estoque (ou recurso) é representado por uma carga armazenada. A satisfação de uma demanda industrial sofre um retardo para levar a efeito as prioridades de produção.

O fluxo presente não implica idealmente em nenhum prazo. É, por assim dizer, entrada do dia para saída do dia, um fluxo "da mão para a boca". Em simbologia eletrônica, este tipo de demanda industrial é representado por uma condução que é então uma simples válvula econômica (um elemento que dissipa).

O fluxo retrospectivo é conhecido como hábito ou inércia. Em eletrônica, este fenômeno é característico de um indutor (indústria de serviços pura) no qual um fluxo corrente (equivalente econômico: fluxo de dinheiro) cria um campo magnético (equivalente econômico: população humana economicamente ativa) que, se o corrente (fluxo de dinheiro) começa a diminuir, desaparece (guerra) para manter a corrente (fluxo de dinheiro - energia).

Outras grandes alternativas a guerrear como indutores ou volantes econômicos são um programa de assistência social sem fim ou um enorme programa espacial.

O problema na estabilização de um sistema econômico é que existe demasiada demanda por causa de (1) demasiada cobiça e (2) demasiada população.

Este cria indutância econômica excessiva que pode só ser equilibrada com capacitância econômica (recursos ou valor verdadeiros - por exemplo, em bens ou serviços).

O programa de assistência social não é nada além de sistema de equilíbrio baseado em um crédito sem fim, que cria uma falsa indústria de capital para dar a gente não produtiva um teto sobre suas cabeças e comida para seus estômagos. Isto pode ser útil, porém, porque os recipientes se convertem propriedade do estado como se fossem um "presente", um exército de pé para a elite. Aquele que paga o flautista escolhe a melodia. Aqueles que tornam-se viciados na droga econômica, deve procurar a elite para uma injeção de ânimo. Nisso, o método de introduzir grandes quantidades de capacitância estabilizante é apropriando-se, no futuro, do “crédito” do mundo. Essa é uma quarta lei do movimento, e consiste na execução de uma ação, e saindo do sistema antes que a reação produzida retorne ao ponto de partida da ação (reação atrasada).

O meios de sobrevivência a uma reação é de mudar o sistema antes que a reação possa intervir. Deste modo, políticos se tornam mais populares em seu próprio tempo e o público paga mais tarde. De fato, a unidade de medida para um tal político é o tempo desse prazo.

A mesma coisa é alcançada por um governo imprimindo dinheiro acima do limite do produto nacional bruto, e o processo econômico chamado inflação. Isso põe uma grande quantidade de dinheiro nas mãos do público e mantém um equilíbrio contra sua avidez, cria uma falsa auto-confiança e, por algum tempo, fica o lobo diante da porta.

Eles podem eventualmente recorrer à guerra pelo equilíbrio das contas nacionais, porque a guerra, em última instância, é simplesmente o ato de destruir o credor, e os políticos são as estrelas publicamente encarregadas de justificar o ato e de guardar sua responsabilidade e sangrar a consciência pública. (Ver seção de fatores de consenso e estruturação sócio-econômica social)

Se as pessoas realmente se preocupassem com seu próximo, eles controlariam seus apetites (avidez, procriação, etc.) de forma que eles não teriam que operar em um sistema de crédito ou bem-estar social que rouba do trabalhador para satisfazer o vagabundo.

Posto que a maior parte do público em geral não exercitará uma tal restrição, só há duas alternativas para reduzir a indutância econômica do sistema.

(1) Deixar a populaça matar-se entre si na guerra, que resultará na destruição total da vida sobre a Terra.

(2) Tomar o controle do mundo pelo uso de "armas silenciosas" econômicas sob a forma de uma "guerra tranqüila" e reduzir a indutância econômica do mundo a um nível seguro mediante um processo de benevolente escravidão e genocídio.

A última opção foi selecionada como evidentemente a melhor opção. Neste momento, deve estar cristalino para o leitor por que o segredo absoluto sobre as armas silenciosas é necessário. O público em geral recusa melhorar sua própria mentalidade e sua fé no próximo. Tornou-se um rebanho de bárbaros proliferados, e, por assim dizer, uma praga sobre a superfície da Terra.

Eles não se preocupam suficientemente com a ciência econômica para aprender porque eles não foram capazes de evitar a guerra em detrimento da moralidade religiosa, e sua recusa religiosa ou auto-gratificante para lidar com os problemas planetários torna a solução desses problemas fora de seu alcance.

Isso é deixado para alguns dispostos realmente a pensar e sobreviver como os mais fortes, e resolver os problemas por eles mesmos como aqueles que realmente são conscientes. De outra maneira, a revelação pública das armas silenciosas destruiria sua única esperança de preservar a geração do verdadeiro futuro da humanidade...

Fim do documento

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática



por Noam Chomsky*, em Adital
Tradução: Adital

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das “10 Estratégias de Manipulação”através da mídia.

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

* Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Manifesto Telekommunista



Dmytri Kleiner

Texto publicado no blog do Institute of Network Cultures

Na era das telecomunicações internacionais, da migração global e do surgimento da economia da informação, como o conflito de classes e a propriedade podem ser entendidos? Partindo da economia política e de conceitos relacionados à propriedade intelectual, o "Manifesto Telekommunista", de Dmytri Kleiner, é uma contribuição fundamental para formas baseadas em commons, colaborativas e compartilhadas de produção cultural e distribuição econômica.

Propondo o "comunismo de risco" como um novo modelo para a auto-organização dos trabalhadores, Kleiner converte o seminal "Manifesto do Partido Comunista" de Marx e Engels à era da Internet. Como um modelo peer-to-peer, o comunismo de risco aloca capital que é extremamente necessário para realizar o que o capitalismo não pode: a proliferação em curso da cultura livre e das redes livres.

Ao desenvolver o conceito de comunismo de risco, Kleiner faz uma crítica dos regimes de direitos autorais e das atuais visões liberais do software livre e da cultura livre que buscam capturar a cultura para dentro do capitalismo. Kleiner propõe o copyfarleft e fornece um modelo útil de uma Peer Production License [Licença de produção colaborativa].

Encorajando os hackers e os artistas a abraçar o potencial revolucionário da Internet para uma sociedade verdadeiramente livre, o "Manifesto Telekommunista" é um chamado político-conceitual à luta contra o capitalismo.

Dmytri Kleiner é um desenvolvedor de software que trabalha em projetos que pesquisam a economia política da Internet e o ideal de auto-organização dos trabalhadores da produção como uma forma de luta de classes. Nascido na União Soviética, Dmytri cresceu em Toronto, no Canadá, e hoje vive em Berlim, na Alemanha. É um dos fundadores do Telekommunisten Collective, que presta serviços de Internet e de telefonia, assim como desenvolve projetos artísticos que exploram a forma pela qual as tecnologias da comunicação sustentam relações sociais, como o deadSwap (2009) e o Thimbl (2010).

A íntegra do texto pode ser encontrada, em inglês, em http://www.networkcultures.org/_uploads/%233notebook_telekommunist.pdf

Eis alguns trechos do "Manifesto Telekommunista".



PREFÁCIO

Eu cunhei o termo "comunismo de risco" em 2001 para promover o ideal da auto-organização dos trabalhadores da produção como forma de tratar os conflitos de classe. O Telekommunisten é um coletivo sediado em Berlim, na Alemanha, onde eu vivo desde 2003. Encontrei pela primeira vez o termo "Telekommunisten" (que se tornou o nome do coletivo) em 2005, ao visitar o apartamento de um amigo. Ele e seu companheiro de quarto haviam dado o nome "Telekommunisten" à rede local utilizada em seu apartamento para compartilhar o acesso à Internet.

Telekommunisten tem sido usado como um termo depreciativo pela antiga empresa estatal de telefonia da Alemanha, a Deutsche Telekom, que agora é uma corporação transnacional privada, cuja marca T-Mobile é conhecida mundialmente. O uso do termo "comunista" aqui visa lançar a companhia telefônica como uma gigante monolítica, autoritária e burocrática. Essa é uma compreensão completamente diferente do uso positivo do termo como um compromisso no conflito de classe com o objetivo de uma sociedade livre, sem classes econômicas, em que as pessoas produzem e compartilham como iguais, uma sociedade sem propriedade e nenhum Estado, que produz não para o lucro, mas pelo valor social.

Dessa forma, não somos simplesmente um coletivo de trabalhadores-agitadores que lutam na esfera das telecomunicações. O Telekommunisten promove a noção de um comunismo distribuído: um comunismo à distância, um Telecomunismo.

Uma comuna de risco não está ligada a um local físico onde ela pode ser isolada e confinada. Semelhante em topologia a uma rede peer-to-peer, o Telekommunisten pretende ser descentralizado, com apenas uma coordenação mínima exigida no interior da sua comunidade internacional de produtores-proprietários.

Minha experiência é nas comunidades de hackers e de arte, nas quais eu tenho sido ativo desde o início dos anos 1990. As minhas opiniões têm sido desenvolvidas e expressas em correspondências online e offline ao longo do meu envolvimento no desenvolvimento de software, no ativismo e na produção cultural. Embora eu tenha escrito alguns ensaios ao longo dos anos, aqueles que conhecem o meu trabalho geralmente me conhecem pessoalmente, por meio de encontros em espaços sociais eletrônicos e físicos.

O presente trabalho é um "Manifesto", não no sentido de que ele descreve um sistema teórico completo, um conjunto de crenças dogmático ou a plataforma de um movimento político, mas no espírito do significado do manifesto como um começo ou introdução.

Matteo Pasquinelli, que me estimulou a realizar este "Manifesto", sentia que o meu papel como uma voz de fundo na nossa comunidade era muito subterrânea e declarou que era "hora de me lançar" com um texto publicado. Ele me colocou em contato com Geert Lovink, que sugeriu a estrutura e a abordagem do texto e se ofereceu como editor e, por meio do Institute of Network Cultures, como seu publicador.

O "Manifesto Telekommunista" é basicamente uma edição, uma reelaboração dos textos que eu produzi e coproduzi ao longo dos últimos anos. Ele incorpora passagens significativas de "Copyright, Copyleft and the Creative Anti-Commons", produzido em cooperação com Joanne Richardson e publicado originalmente em "Anna Nimmus", no site Subsol. Grande parte do texto referente à comercialização da Internet foi retirada de "Infoenclosure 2.0", coescrito por Brian Wyrick e originalmente publicado na Mute Magazine. Também devo créditos aos editores da Mute Magazine Josephine Berry Slater e Anthony Iles, pelo seu trabalho em "InfoEnclosure 2.0" e em "Copyjustright, Copyfarfleft", grande parte dos quais é reutilizada aqui.

Muitas pessoas ajudaram a integrar e a ampliar os textos originais em um conjunto coeso, particularmente Rachel Somers Miles, do INC, e Elise Hendrick, Mathew Fuller, Christian Fuchs, Alidad Mafinezam, Daniel Kulla, Pit Shultz e Jeff Mann, que ofereceram comentários detalhados. A Licença de Produção Colaborativa incluída neste texto como um modelo para uma licença copyfarleft foi escrita a partir de uma licença Creative Commons, com a ajuda de John Magyar.

INTRODUÇÃO

No prefácio a "Contribuição à Crítica da Economia Política", Marx afirma que, "em uma certa etapa do seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em conflito com as relações de produção existentes" [1]. O que é possível na era da informação está em conflito direto com o que é permitido. Editores, produtores de filmes e a indústria das telecomunicações conspiram junto aos legisladores para reprimir e sabotar as redes livres, para proibir a circulação da informação fora do seu controle. As empresas da indústria fonográfica tentam manter forçosamente a sua posição como mediadores entre artistas e fãs, já que os fãs e os artistas se aproximam e exploram novas formas de interação.

Produtores de software concorrentes, assim como os fabricantes de armas, atuam nos dois lados desse conflito: fornecem as ferramentas para impor um controle, e as ferramentas necessárias para evitá-lo. As relações não hierárquicas tornadas possíveis graças a uma rede peer, como a Internet, são contraditórias com a necessidade do capitalismo de cercamento e controle. É uma batalha até a morte. Ou a Internet como a conhecemos deve ir embora, ou o capitalismo como nós o conhecemos deve ir embora. Será que o capital irá nos jogar de volta às idades escuras da CompuServe, dos telefones móveis e da TV a cabo, ao invés de permitir que as comunicações peer construam uma nova sociedade? Sim, se eles puderem. Marx conclui: "Nenhuma ordem social jamais perece antes de que todas as forças produtivas para as quais há espaço nela se desenvolvam. E as novas e mais elevadas relações de produção jamais aparecem antes que as condições materiais de sua existência tenham amadurecido no seio da própria velha sociedade" [2].

O "Manifesto Telekommunista" é uma exploração do conflito de classes e da propriedade, nasce de uma compreensão do primado da capacidade econômica nas lutas sociais. A ênfase é posta sobre a distribuição dos ativos produtivos e seu resultado. A interpretação aqui é sempre amarrada a um entendimento de que a riqueza e o poder estão intrinsecamente ligados, e apenas através do primeiro é que o último pode ser alcançado. Como um coletivo de trabalhadores intelectuais, o trabalho do Telekommunisten está muito enraizado no software livre e nas comunidades de cultura livre. No entanto, uma premissa central deste Manifesto é que o engajamento no desenvolvimento de software e a produção de obras culturais imateriais não é suficiente. A comunização da propriedade imaterial por si só não pode mudar a distribuição de bens produtivos materiais e, portanto, não pode eliminar a exploração. Apenas a auto-organização da produção pelos trabalhadores é capaz disso.

Esta publicação pretende ser um resumo das posições que motivam o projeto Telekommunisten, com base em uma exploração do conflito de classes na era das telecomunicações internacionais, da migração global, e do surgimento da economia da informação. O objetivo deste texto é apresentar as motivações políticas do Telekommunisten, incluindo um esboço do quadro teórico básico no qual ele se enraíza. Através de duas seções interligadas, "Peer-to-Peer Communism vs. The Client-Server Capitalist State" [Comunismo colaborativo versus o Estado capitalista cliente-servidor] e "A Contribution to the Critique of Free Culture" [Uma contribuição à crítica da cultura livre], o Manifesto abrange a economia política de topologias da rede e da produção cultural, respectivamente.

A seção "Peer-to-Peer Communism vs. The Client-Server Capitalist State" centra-se na comercialização da Internet e no surgimento da produção distribuída em rede. Ela propõe uma nova forma de organização como um veículo para a luta de classes: o comunismo de risco. A seção termina com o famoso programa estabelecido por Marx e Engels em seu "Manifesto Comunista", adaptado em um Manifesto para uma sociedade em rede.

Com base na seção anterior, em "A Contribution to the Critique of Free Culture", o Manifesto continua com a história e as dificuldades de percepção do copyright, do movimento do software livre, do dissenso anticopyright/copyleft e da economia política do software livre e da cultura livre. O desafio de ampliar as conquistas do software livre na cultura livre é abordado ao conectá-lo com o programa tradicional da esquerda socialista, resultando no copyfarleft e oferecendo a Licença de Produção Colaborativa como um modelo.

Este texto é particularmente dirigido a artistas, hackers e ativistas politicamente motivados, e não para evangelizar uma posição fixa, mas sim para contribuir com um permanente diálogo crítico.

O Manifesto da Rede Telekommunisten

Escrito a partir do texto extraído da seção 2 do "Manifesto do Partido Comunista". Marx/Engels 1848. [3] [Grifos e tachados conforme o original]

A primeira fase da revolução operária é o advento do proletariado como classe dominante desenvolver uma rede de iniciativas em que as pessoas produzam pelo valor social e partilhem como iguais, e construir e expandir o tamanho econômico dessas iniciativas para o advento do proletariado organizado à posição de ser a classe econômica dominante. Somente quando os trabalhadores controlarem a sua própria produção é que poderemos vencer a batalha da democracia.

O proletariado utilizará sua supremacia política seu poder econômico em expansão para arrancar, pouco a pouco, todo capital da burguesia, para centralizar descentralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado em classe dominante em um fundo comum diretamente nas mãos daqueles cuja produção depende dele e para por meio disso aumentar, o mais rapidamente possível, o total das forças produtivas.

Isso naturalmente só poderá realizar-se, em princípio, por uma violação despótica do estruturação de nossas iniciativas a partir do direito de propriedade e das relações de produção burguesas, isto é, pela aplicação de medidas que, do ponto de vista econômico, parecerão insuficientes e insustentáveis, e contrárias a nossos fins, mas que no desenrolar do movimento ultrapassarão a si mesmas e serão indispensáveis para transformar radicalmente todo o modo de produção.

Essas medidas, é claro, serão diferentes nos vários países nas várias comunidades.

Todavia, nos países mais adiantados nas comunidades mais adiantadas, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas:

1. Expropriação Mutualização da propriedade latifundiária de todos os instrumentos de produção e emprego da renda da terra em proveito do Estado mútuo.

2. Imposto fortemente progressivo. Estabelecimento de uma renda garantida, na forma de um dividendo pago a cada membro da comunidade de quantia igual à sua quota per capita de todas as rendas coletadas mutuamente.

3. Abolição do direito de herança. O direito à participação de todos que contribuem com seu trabalho e a concessão de participação somente pela contribuição do trabalho, não pela herança, compra ou transferência de qualquer tipo.

4. Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. Um contrato vinculante com todas as iniciativas membro para renunciar a toda propriedade privada de seus próprios bens produtivos e, ao invés disso, tomar posse do que eles precisam, alugando-o de fundos comuns mútuos.

5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo. Estabelecimento de um mercado de títulos mútuo, onde os títulos são vendidos em leilão com o objetivo de construir o fundo comum de bens produtivos.

6. Centralizarão, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte. Desenvolvimento de recursos que coloquem os meios de comunicação e de transporte nas mãos de todos os membros.

7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral. Providenciar a todas as iniciativas a oportunidade de adquirir e estender os instrumentos disponíveis de produção ao maior grau possível.

8. Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura. Igualdade de oportunidade a todos para participar e produzir.

9. Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo por meio de uma distribuição mais uniforme da população ao longo do país. Abolição de todas as distinções entre produtores e consumidores e a transformação das relações de transações baseadas no mercado à distribuição generalizada, em que a produção de bens sociais tenha precedência sobre a produção de bens para a venda.

10. Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho infantil nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com a produção material etc. Estabelecer redes de partilha de conhecimento e de competências e sistemas de suporte para todos os membros, e oferecer oportunidades para desenvolver habilidades por meio da contribuição com a produção.

Uma vez desaparecidos os antagonismos de classes no curso do desenvolvimento e sendo concentrada distribuída toda a produção, propriamente dita, nas mãos dos indivíduos associados de abrangendo todo o país mundo, o poder público perderá seu caráter político. O poder político é o poder organizado de uma classe para a opressão de outra. Se o proletariado, em sua luta contra a burguesia, se constitui forçosamente em classe; se converte-se, por uma revolução pela auto-organização, em classe dominante e, como classe dominante, destrói violentamente as antigas relações de produção, destrói, juntamente com essas relações de produção, as condições dos antagonismos entre as classes e as classes em geral e, com isso, sua própria dominação como classe.

Em lugar da antiga sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classes, surge uma associação em que o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos.

NOTAS:

1. Karl Marx, ‘Preface’, A Contribution to the Critique of Political Economy, Marxists Internet Archive,
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1859/critique-pol-economy/preface.htm.

2. Ibid.

3. Karl Marx and Frederick Engels, Manifesto of the Communist Party, 1848, http://www.marxists.org/archive/marx/works/1848/communistmanifesto/.

PARA LER MAIS:

‘As patentes do software não deveriam existir’

‘Precisamos lutar pela liberalização digital’, diz defensor do software livre

'O Software Livre é um tesouro para o bem comum’

Escassez por decreto

‘A história e a tecnologia da Internet foram produzidas de forma colaborativa e livre’. Entrevista especial com Vicente Aguiar

“O mundo mudou e com ele as formas de propriedade também mudaram”. Entrevista especial com Sergio Amadeu

Direitos autorais e Creative Commons. Entrevista especial com Sérgio Branco

Contra a "colonização eletrônica". Uma entrevista com Richard Stallman

"O futuro do software é ser livre e gratuito", afirma Matt Mullenweg, um dos criadores do WordPress

A tradução é de Moisés Sbardelotto.

IHU/Unisinos, 21/10/2010 – www.ihu.unisinos.br

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A incômoda biografia de Protógenes



Desde as duas prisões e condenação do banqueiro Daniel Valente Dantas, em julho de 2008, comemoradas em todo o País, uma surreal perseguição foi iniciada contra Protógenes Queiroz, o homem que logrou atingir uma forte simbologia das elites rentistas do País após extensas e profundas investigações.

Por Luiz Carlos Antero*

O momento culminante e mais recente dessa invertida e grotesca caçada foi a anunciada condenação em primeira instância (“por fraude processual e violação de sigilo funcional a três anos e quatro meses de prisão – pena substituída pela prestação de serviços comunitários”) do deputado eleito pelo PCdoB, justamente pelas alegadas circunstâncias em que logrou produzir as provas contra o banqueiro, duas vezes devidamente algemado.

Mas, agora, o fato mais curioso e revelador foi o encadeamento orquestrado de diversas ações simultâneas que buscam atenuar a vida do banqueiro e cristianizar Protógenes por “erros” cometidos nas investigações.

Nassif e a “coincidência”

O primeiro a atentar para o fato foi o jornalista Luiz Nassif, que, em seu blog, indicou a sequência de acontecimentos que poderiam ser “coincidência”: “Agora se tem, simultaneamente, a) o livro do Raimundo Pereira (NR: “O Escândalo Daniel Dantas: duas investigações”, apresentado como uma crítica a Protógenes); b) a ofensiva midiática de jornalistas ligados a Dantas, procurando repercutir o máximo possível o livro; c) a suspensão do julgamento de Ricardo Sérgio pelo STF, em cima de operações envolvendo Daniel Dantas; d) a sentença de Ali Mazloum”.

Longe de alimentar uma “folha corrida” para Protógenes, os que o perseguem por ter algemado Dantas, conseguiram produzir mais uma contribuição para sua biografia efetivamente política, turbinada por suas bem sucedidas investigações da bilionária evasão fiscal e da fraudulenta progressão da dívida externa no governo FHC.

Biografia incubada

Quando o Vermelho publicou o artigo “Um Dantas por cem Valérios” no dia 12/05/2006, não se imaginava que essa biografia já estivesse incubada e em plena fermentação.

Para se converter numa evidência nacional, Protógenes penetrou cirurgicamente o fétido ambiente do capital em sua feição mais moderna, dissociada da sociedade e de suas instâncias produtivas, atingindo o cerne do protegido segredo tucano e das corrosivas elites brasileiras.

Com isso, cumpriu um prodigioso serviço ao povo brasileiro, que consistiu em tocar fundo nas sequelas ocasionadas pela era neoliberal. E, nesse propósito, simbolicamente algemou em duas ocasiões o sistema que confrontou nas ousadas investigações sobre as estripulias em andamento no sistema financeiro.

Até ali, contribuíra para fundar um grêmio estudantil, em pichações no tempo do regime militar (“Terrorismo é ditadura que mata e tortura”), defender eleições diretas, o poder civil, o ensino público de qualidade, um jornal de resistência; foi delegado a um Congresso da UNE, em 1980; optou por cursar Direito, estagiou em defensoria pública, estabeleceu contato com os movimentos sociais, Contag, Via Campesina, conviveu com velhos comunistas; processou a construtora Queiroz Galvão por corrupção; largou uma rentável banca de advocacia para se tornar delegado da polícia federal (antes “uma guarda pretoriana do regime militar”); lutou para fechar contas CC5, encontrou o caminho do confronto com empreiteiras e banqueiros, com o capital financeiro, esbarrou no “sistema”, recusou propina milionária, passou a ser ameaçado de execução, sofreu atentados e não se rendeu.

A CIA com a Kroll no caminho

Protógenes deu de cara com figuras notórias — a exemplo de Fernando Henrique Cardoso, Jorge Bornhausen, Armínio Fraga, Reinhold Stephanes —, nas descobertas das fronteiras e limites de sua ação institucional contra o “sangramento” de divisas do país.

Na PF, prendeu diversos meliantes de colarinho branco, entre os quais o contrabandista Law Kim Chong, o ex-governador Maluf, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e, mais recentemente, o empresário Naji Nahas e o banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, durante a mais importante das operações contra corrupção já ocorrida no Brasil.

No percurso, descobriu na “Kroll” uma empresa americana de espionagem, uma estação privada da CIA no Brasil. E, nesse braço da espionagem, serviços ao grupo Opportunity, à BrasilTelecom, ao banqueiro que depois algemou. E, ainda, esteve no ambiente de uma empreitada para investigar a Kroll, a Operação Chacal.

“Mensalão”: penetras no banquete

Nesta Operação, quando ficou evidente que Daniel Dantas usava a Kroll (e, portanto, a CIA) para espionar adversários, surgiram todas as iniciativas para lacrar um HD apreendido do Opportunity, no STF (Supremo Tribunal Federal), com o respaldo da ministra Ellen Gracie. A decisão conteria por cerca de dois anos a investigação.

Foi quando surgiu o chamado “mensalão”, que permitiu aos tucanos e a aliados do então PFL, jogar sobre os ombros de outros protagonistas mais recentes, que também se vincularam ao banqueiro, responsabilidades sobre as quais tiveram historicamente total exclusividade.

O fato foi descrito nos moldes daquele banquete no qual os novos “penetras”, pilhados em confraria, foram incriminados e publicamente expostos e ridicularizados numa CPI que manteve incólumes Dantas e seus patrocinadores nas privatizações da era FHC.

Venda do país in natura

Protógenes penetrou, desse modo, na complexa capilaridade formada em torno do banqueiro ao longo de 20 anos, com o especial protagonismo de Fernando Henrique Cardoso. Debruçou-se sobre numerosas descobertas, a exemplo de uma empresa de exploração de mineração (de Dantas), a MG4, que reunia inúmeras concessões de exploração de solo urbano.

E declarou numa entrevista à revista Caros Amigos: “É necessário você ter uma força muito grande dentro do governo. Eles já estavam ofertando a empresa lá fora, no Oriente Médio. O intermediário era o Naji Nahas. Isso significa vender nosso país in natura”.

Quando a Operação Satiagraha já estava na pauta dos noticiários, o jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu blog Conversa Afiada, anunciou que Dantas não estava interessado em fazendas, mas em seu subsolo.

Com base em revelações do MST, PHA afirmou: “Aos que não entendem o interesse de Daniel Dantas em fazendas do Pará, cabe explicar que o objetivo dele não é criar gado. Por trás da fachada agropecuária, Dantas e a Vale do Rio Doce estão em processo de reconcentração fundiária, com o objetivo de investir em mineração (...). O MST chama a atenção para o fato de o Sul e o Sudeste do Pará constituírem uma grande região mineradora. Nos últimos cinco anos, Daniel Dantas comprou 52 fazendas em oito municípios, num total de 800.000 hectares. Entre elas, encontram-se as fazendas Maria Bonita, Espírito Santo e Cedro, ocupadas pelos sem-terra, que são áreas públicas, compradas de forma ilegal. Há poucos dias, um conflito entre seguranças e milicianos armados a serviço de Dantas na fazenda Santa Bárbara foi testemunhado por um cinegrafista da Globo, que viajou em avião de Dantas”.

Dívida artificial e fraudulenta

Mas a pirataria no subsolo foi apenas um aperitivo revelado num panorama maior. “Tem a dívida externa, que é a coisa mais nojenta que já vi”, afirmou Protógenes. E aí chegou novamente ao ambiente consolidado no governo Fernando Henrique Cardoso, onde se sustentou a cumplicidade e comando fundamental para a consagração, no período pós-ditadura, de uma dívida artificial, inflada e fruto da especulação com títulos da dívida pública brasileira, vendidos a 15% (e menos) de seu valor de face, e à base das manipulações em dólar.

Daí resultou a sangria formada por uma dívida substancialmente arranjada e pela evasão de divisas, com a permissividade do Banco Central brasileiro. E, a exemplo do caso Paribas (Alberto participações), com a conversão de títulos da dívida na gestão Armínio Fraga — um episódio no qual FHC esteve envolvido pessoalmente.

“Nossa dívida externa é artificial e eu provei isso na investigação. Houve repulsa minha porque quando era estudante empunhei muita bandeira ‘Fora FMI’, ‘Nós não devemos isso’, ‘A dívida já está paga’. E foi muito jato d'água, muita cacetada, muito gás lacrimogêneo: ‘bando de doido, tem que tomar porrada’. Você cresce achando que era um idiota, não é? Chega um momento que pensa: ‘a dívida foi criada no regime militar, mas a gente precisa pagar’".

Evasão tresloucada de divisas

O delegado que comandou a operação Satiagraha, Protógenes Queiroz, revelou, na investigação sobre Dantas, indícios de desvios de cerca de US$ 16 bilhões do Brasil para paraísos fiscais no exterior. Em janeiro de 2009, foram bloqueados US$ 2 bilhões que haviam sido enviados ao exterior pelo grupo Opportunity “na maior paralisação da movimentação dos ativos suspeitos da história do Brasil”.

As investigações contra o grupo Opportunity passaram a existir em quatro países. Em ordem cronológica, os bloqueios se deram no Brasil, a partir de setembro, por decisão do juiz Fausto De Sanctis, num volume de quase meio bilhão de dólares; na Inglaterra (US$45 milhões), Suíça e Estados Unidos, totalizando quase US$ 3 bilhões. Durante as investigações, evidenciou-se que o dinheiro desviado era dos cofres públicos e da corrupção, desde as privatizações.

Orquestração para o desmonte

Com revelações assim, sórdidas e de tal monta, o processo investigativo sofreu novas ameaças de estagnação. Sucessivas defecções retiraram suporte de Protógenes para contê-lo na investida contra Dantas — que, na segunda prisão, ameaçou “falar”. Ficou evidente a orquestração. E alguém lhe disse: "Protógenes, se o Daniel Dantas falar, eu prefiro que ele fique preso".

Protógenes considerava que no STJ (Superior Tribunal de Justiça) “estava tranquilo”, mas após estruturar a segunda prisão, não pensava que o STF (Supremo Tribunal Federal) “iria contrariar toda a opinião pública, todas as regras jurídicas, todas as normas processuais”, soltando rapidamente o banqueiro contraventor por decisão inspirada pelo ministro Gilmar Mendes. E não imaginava encontrar diante de si “um poder sem precedentes”.

Concluiu: “Foram sucessivos atos que dão conta de que ele é uma pessoa muito poderosa e que esse poder viria com uma velocidade e uma força que se moveria contra quem quer que se opusesse a esse grupo, um grupo de interesses determinado, um segmento bem solidificado durante a redemocratização, que construiu um poder criminoso; um PC Farias que deu certo”.

Entretanto, a coragem registrou-se numa das inúmeras narrativas da proeza final - na matéria publicada pelo Terra Magazine: "O senhor está preso", diz delegado a Dantas - que descreve a segunda prisão de Daniel Dantas diante de uma dezena de advogados e desembargadores aposentados.

Em cena, o livro sobre Dantas contra Protógenes

Com tal biografia e tantas evidências que favorecem a defesa dos interesses do País e do povo brasileiro, quem arremeteria contra Protógenes sob o pretexto de que teria cometido erros na investigação?

Uma das respostas veio no próprio do sítio da Federação Nacional dos Policiais Federais (Funapef), onde um texto informou: “Um artigo do respeitado jornalista Raimundo Pereira na revista Piauí, intitulado ‘Protógenes e eu’, fustiga o conhecido delegado e candidato a deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Estado de São Paulo. Denso, o texto pergunta: ‘Quem é Daniel Dantas, que interesses ele representa?’”

O sítio diz que “Raimundo Pereira não entra nos méritos dessas respostas, no artigo”, mas, sobre a publicação, destaca um trecho da sua Introdução: “Este livro é uma crítica ao trabalho do delegado Protógenes Queiroz na condução da famosa Operação Satiagraha, que levou à prisão Daniel Dantas, desde então, a mais famosa figura dos meios financeiros do país”.

Um outro comentário, assinado por Thiago Domenici, comenta: “Este livro tem uma conclusão política. Ela surge a partir de uma investigação jornalística feita para entender a razão dos erros gritantes de uma investigação policial”.

O sítio Conjur, afirma, entre outras pérolas, em artigo assinado por Mauricio Cardoso: “Para Raimundo Pereira, a transformação de Daniel Dantas no bode expiatório de todos os males do Brasil foi uma decisão política do presidente Lula. (...) O livro funciona mais ou menos como um Habeas Corpus da informação. Ele não prova a inocência de Daniel Dantas, mas tenta mostrar que o maior escândalo financeiro do país foi, na verdade, a maior campanha política, policial, judicial e midiática feita no país contra um cidadão”.

Mas nem aí houve consenso: uma diretora do Opportunity, Maria Amalia Coutrim, não concordou com a interpretação e se manifestou indignada com a resenha, afirmando que o autor não respeitou as conclusões de Raimundo e foi “contaminado” pelo pensamento de Protógenes.

Forte inspiração tucana

Na verdade, todos os pressupostos levantados apontam para o mesmo falso dilema típico das armações das campanhas tucanas — a exemplo desta que todo o Brasil presenciou nas eleições de 2010: busca-se converter a verdade em mentira e seu autor em réu, ou a mentira em verdade mediante artifícios que consagram o meliante em vítima ou heroi.

A condenação de Protógenes Queiroz deve ser assim qualificada e compreendida em sua real dimensão. Não somente para produzir efeitos de solidariedade, mas para que se compreenda que sua ação esteve à altura de um brasileiro que atua em defesa do País e honra o seu povo, mostrando coragem, ousadia, destemor naquele perfil que destaca “os melhores filhos do povo”.

E não encontra paralelo na chamada “oposição”, que não conhece limites: “Senti vontade de prendê-lo a terceira vez. Quase que o prendi. Tinha um fato para poder prendê-lo, mas iria criar uma crise. Já tinha manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal, membros dos três poderes uns acusando os outros, determinado grupo político querendo criar uma nova situação, um passo atrás”.

Protógenes, ao que tudo indica, optou por dar um passo adiante.

* Luiz Carlos Antero é jornalista, escritor, colunista e membro da Equipe de Pautas Especiais do Vermelho
http://www.vermelho.org.br/